Animais no mundo espiritual - Parte 2

Se há cães e gatos, onde estão os outros por exemplo, selvagens?

Um pensamento que sempre utilizamos quando falamos deste assunto é relacionado à justiça de Deus. Se houverem animais no mundo dos Espíritos, deverá haver todos e não somente alguns, como diz Allan Kardec ao Espírito Charlet: "senão, não haverá razão para não existirem o das ostras". Se tiver, então haveremos de concordar que, no mundo espiritual, existem oceanos, rios, pois para onde iriam as baleias, os crustáceos e peixes que habitam as profundezas, os peixes em geral; precisaremos concordar também que devem existir pântanos para acolher os crocodilos, repteis e todos os animais que habitam estas regiões; mangues, para os caranguejos e todos os outros habitats naturais dos animais que vemos sobre a Terra. Perguntamos ainda porque não lemos a respeito de hipopótamos, ursos, castores, etc.? Dizemos isso em relação aos que afirmam mediunicamente ou não a existência indiscriminada de animais no mundo dos espíritos diante do item *11 acima, onde certas formas não se individualizam outras sim obedecendo a certos fins. (Observações nossas).

Após a morte dos animais a alma irá habitar que plano? A morada dos Espíritos? Eles continuarão a serem os mesmos? Seu dono quando desencarnar poderá vê-lo?

A vida dos animais não tem a mesma relevância que a vida dos homens. Eles não têm a compreensão das leis, portanto não estão sujeitos a ela com a mesma intensidade e responsabilidade dos homens. Quando morrem vão para os planos espirituais também, mas não para aprender, como fazem os homens, mas para uma breve parada, digamos assim, aguardando que seu princípio espiritual seja quase que imediatamente aproveitado em outros corpos de animais da mesma espécie ou raça.


O instinto de afeto que desenvolvem com seus donos é explicado pelo amor que recebem deles (dos donos) que faz com que neles se desenvolva um instinto, mas que não é um sentimento desenvolvido como nos homens. Basta ver que quando se separam de seus donos rapidamente esquecem seus "afetos" e se acostumam com outro. Se olharem novamente, os antigos donos poderão ser estimulados neurologicamente e lembrar da antiga vida, mas isso nada tem a ver com laços verdadeiros de afeto existente entre os homens, embora percebamos em certos animais grandes mostras de sentimentos em relação a seus donos. As pessoas que se ligam exageradamente a animais geralmente tem grande dificuldade nas relações interpessoais.


Os animais não se encontram na vida espiritual com seus donos, principalmente porque não se demoram por lá, mas isso também não deve ser taxativo em sentido geral. Pode acontecer, em certos casos, se formos dar atenção ao assunto já desenvolvido, mas também não ser visto como regra geral. Embora, muitos têm a tendência de fazerem ao opinar sobre o tema, tudo deduzem sob sua ótica pessoal. (Observações nossas).

Vejamos a explicação do espírito André Luiz no livro Evolução em dois mundos relativo ao assunto dos animais no mundo espiritual.

Capitulo - 12 - PRIMEIRA PARTE - Alma e desencarnação - Metamorfose e desencarnação - Primeira parte. Livro Evolução em dois Mundos.

"Em relação ao homem, os mamíferos que se ligam a nós outros por extremos laços de parentesco, em se desencarnando, agregam-se aos ninhos em que se lhes desenvolvem os companheiros e, qual ocorre entre os animais inferiores, nas múltiplas faixas evolutivas em que se escalonam, não possuem pensamento contínuo para a obtenção de meios destinados à manutenção de nova forma.

Encontram-se, desse modo, aquém da histogênese espiritual, inabilitados a mais amplo equilíbrio que lhes asseguraria ascensão a novo plano de consciência.

Em razão disso, efetuada a histólise dos tecidos celulares, nos sucessos recônditos da morte física, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde, com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de manobrar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico, por ausência de substância mental consciente.

Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se filiam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante à hibernação, acabando automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam, retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência, com os ascendentes do automatismo e do instinto que já se lhes fixaram no ser, e sofrendo, naturalmente, o preço hipotecável aos valores decisivos da evolução".

Notemos que a base para manutenção do veiculo perispiritual é o pensamento continuo, que os animais não possuem. Pois este pensamento fragmentário hora agindo por instinto hora raciocinando dentro de suas necessidades de subsistência, portanto, por si só incapazes de manterem a forma do veiculo extra físico. Também observamos que certos animais são aproveitados por breve tempo pelos espíritos em certas atividades, e deduzimos que os espíritos devem suprir esta incapacidade de manterem a forma por si mesmos, o que não desmente os estudos acima e muito menos Kardec. Lembremos que muitos do que dizem ver espíritos de animais podem estar vendo tanto projeções mentais ou ideoplastias, ou espíritos com deformações perispirituais, ou até atividades destas espécies aproveitadas por breve tempo pelos espíritos, vejamos por exemplo citações do Livro A Gênese de Allan Kardec. (Observações nossas).

Livro a Gênese 53ª edição - Capitulo - 14 Os Fluidos - Ação dos Espíritos sobre os fluidos. Criações fluídicas. Fotografia do pensamento - itens 14 e 15.

“14. Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual.

Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção; doutras, são produto de um pensamento inconsciente. Basta que o espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.

É assim, por exemplo, que um Espírito se faz visível a um encarnado que possua a vista psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que o segundo o conheceu, embora haja ele tido, depois dessa época, muitas encarnações. Apresenta-se com o vestuário, os sinais exteriores - enfermidades, cicatrizes, membros amputados etc. - que tinha então. Um decapitado se apresentará sem a cabeça. Não quer isso dizer que haja conservado essas aparências, certo que não, porquanto, como Espírito, ele não é coxo, nem maneta, nem zarolho, nem decapitado; o que se dá é que, retrocedendo o seu pensamento à época em que tinha tais defeitos, seu perispírito lhes toma instantaneamente as aparências, que deixam de existir logo que o mesmo pensamento cessa de agir naquele sentido. Se, pois, de uma vez ele foi negro e branco de outra, apresentar-se-á como branco ou negro, conforme a encarnação a que se refira a sua evocação e à que se transporte o seu pensamento.

Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. Um avarento manuseará ouro, um militar trará suas armas e seu uniforme, um fumante o seu cachimbo, um lavrador a sua charrua e seus bois, uma mulher velha a sua roca. Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluídicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste. (1)

15. Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Pode-se, pois dizer, sem receio de errar, que há, nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e vibrações sonoros.

Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito.


Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus.”

Diante do exposto por Kardec e Espíritos da codificação muitas vezes o médium visualizando o mundo espiritual poderá captar imagens ideoplásticas ou projeções tanto dos espíritos quanto projetadas por encarnados já que nosso pensamento fotografa e imprime a imagem no éter (Formas pensamento), julgando ver realidades que não existem de fato. Por exemplo, poderá ver um cão num lar que visita e lá a imagem do cão que já morreu apresenta-se e julga ver uma realidade alimentada talvez pelos donos saudosos do animal, vendo estas projeções toma a realidade estas imagens incorrendo em erro talvez não premeditado, percebemos assim como é importante o estudo e como a recomendação de Kardec para que estudemos sempre continuamente, e que nem tudo que se vê de fato existe, ou acreditamos nisto ou a codificação está errada. (Observações nossas).

(1) Nota de Allan Kardec: Revista espírita, junho de 1859. O livro dos médiuns, 2ª Parte, cap. VIII.




Foto: Nathália Rosa - unsplash.com

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