Animais no mundo espiritual – Parte 3

Outra questão, os animais são médiuns? Vejamos o que dizem Kardec e os Espíritos da codificação.

Capitulo 22 - segunda parte - Mediunidade nos animais - Livro dos Médiuns. 236.

A questão da mediunidade dos animais se acha completamente resolvida na dissertação seguinte, feita por um Espírito cuja profundeza e sagacidade os leitores hão podido apreciar nas citações, que temos tido ocasião de fazer, de instruções suas. Para bem se apreender o valor da sua demonstração, essencial é se tenha em vista a explicação por ele dada do papel do médium nas comunicações, explicação que atrás reproduzimos. (Item 225.)

Esta comunicação deu-a ele em seguida a uma discussão, que se travara, sobre o assunto, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas:

"Explanarei hoje a questão da mediunidade dos animais, levantada e sustentada por um dos vossos mais fervorosos adeptos. Pretende ele, em virtude deste axioma: Quem pode o mais pode o menos, que podemos 'mediunizar' os pássaros e os outros animais e servir-nos deles nas nossas comunicações com a espécie humana. É o que chamais, em Filosofia, ou antes, em Lógica, pura e simplesmente um sofisma. 'Podeis animar, diz ele, a matéria inerte, isto é, uma mesa, uma cadeira, um piano; a fortiori, deveis poder animar a matéria já animada e particularmente pássaros.' Pois bem! no estado normal do Espiritismo, não é assim, não pode ser assim.

"Primeiramente, entendamo-nos bem acerca dos fatos. Que é um médium? É o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos Espíritos, para que estes possam comunicar-se facilmente com os homens: Espíritos encarnados. Por conseguinte, sem médium, não há comunicações tangíveis, mentais, escritas, físicas, de qualquer natureza que seja.

"Há um princípio que, estou certo, todos os espíritas admitem, é que os semelhantes atuam com seus semelhantes e como seus semelhantes. Ora, quais são os semelhantes dos Espíritos senão os Espíritos, encarnados ou não? Será preciso que vo-lo repitamos incessantemente? Pois bem! repeti-lo-ei ainda: o vosso perispírito e o nosso procedem do mesmo meio, são de natureza idêntica, são, numa palavra, semelhantes. Possuem uma propriedade de assimilação mais ou menos desenvolvida, de magnetização mais ou menos vigorosa, que nos permite a nós, Espíritos desencarnados e encarnados, pormo-nos muito pronta e facilmente em comunicação. Enfim, o que é peculiar aos médiuns, o que é da essência mesma da individualidade deles, é uma afinidade especial e, ao mesmo tempo, uma força de expansão particular, que lhes suprimem toda refratariedade e estabelecem, entre eles e nós, uma espécie de corrente, uma espécie de fusão, que nos facilita as comunicações. É, em suma, essa refratariedade da matéria que se opõe ao desenvolvimento da mediunidade, na maior parte dos que não são médiuns.

"Os homens se mostram sempre propensos a tudo exagerar; uns, não falo aqui dos materialistas, negam alma aos animais, outros de boa mente lhes atribuem uma, igual, por assim dizer, à nossa. Por que hão de pretender deste modo confundir o perfectível com o imperfectível? Não, não, convencei-vos, o fogo que anima os irracionais, o sopro que os faz agir, mover e falar na linguagem que lhes é própria não tem, quanto ao presente, nenhuma aptidão para se mesclar, unir, fundir com o sopro divino, a alma etérea, o espírito, em uma palavra, que anima o ser essencialmente perfectível: o homem, o rei da Criação. Ora, não é essa condição fundamental de perfectibilidade o que constitui a superioridade da espécie humana sobre as outras espécies terrestres? Reconhecei, então, que não se pode assimilar ao homem, que só ele é perfectível em si mesmo e nas suas obras, nenhum indivíduo das outras raças que vivem na Terra.

"O cão, que, pela sua inteligência superior entre os animais, se tornou o amigo e o comensal do homem, será perfectível por si mesmo, por sua iniciativa pessoal? Ninguém ousaria afirmá-lo, porquanto o cão não faz progredir o cão. O que, dentre eles, se mostre mais bem-educado, sempre o foi pelo seu dono. Desde que o mundo é mundo, a lontra sempre construiu sua choça em cima d'água, seguindo as mesmas proporções e uma regra invariável; os rouxinóis e as andorinhas jamais construíram os respectivos ninhos senão do mesmo modo que seus pais o fizeram.

Um ninho de pardais de antes do dilúvio, como um ninho de pardais dos tempos modernos, é sempre um ninho de pardais, edificado nas mesmas condições e com o mesmo sistema de entrelaçamento das palhinhas e dos fragmentos apanhados na primavera, na época dos amores. As abelhas e formigas, que formam pequeninas repúblicas bem administradas, jamais mudaram seus hábitos de abastecimento, sua maneira de proceder, seus costumes, suas produções. A aranha, finalmente, tece a sua teia sempre do mesmo modo.

"Por outro lado, se procurardes as cabanas de folhagens e as tendas das primeiras idades do mundo, encontrareis, em lugar de umas e outras, os palácios e os castelos da civilização moderna. Às vestes de peles brutas sucederam os tecidos de ouro e seda. Enfim, a cada passo, achais a prova da marcha incessante da humanidade pela senda do progresso.

"Desse progredir constante, invencível, irrecusável, do Espírito humano e desse estacionamento indefinido das outras espécies animais, haveis de concluir comigo que, se é certo que existem princípios comuns a tudo o que vive e se move na Terra: o sopro e a matéria, não menos certo é que somente vós, Espíritos encarnados, estais submetidos a inevitável lei do progresso, que vos impele fatalmente para diante e sempre para diante. Deus colocou os animais ao vosso lado como auxiliares, para vos alimentarem, para vos vestirem, para vos secundarem. Deu-lhes uma certa dose de inteligência, porque, para vos ajudarem, precisavam compreender, porém lhes outorgou inteligência apenas proporcionada aos serviços que são chamados a prestar. Mas, em sua sabedoria, não quis que estivessem sujeitos à mesma lei do progresso. Tais como foram criados se conservaram e se conservarão até a extinção de suas raças.

"Dizem: os Espíritos 'mediunizam' a matéria inerte e fazem que se movam cadeiras, mesas, pianos. Fazem que se movam, sim, 'mediunizam', não! porquanto, mais uma vez o digo, sem médium, nenhum desses fenômenos pode produzir-se. Que há de extraordinário em que, com o auxílio de um ou de muitos médiuns, façamos se mova a matéria inerte, passiva, que, precisamente em virtude da sua passividade, da sua inércia, é apropriada a executar os movimentos e as impulsões que lhe queiramos imprimir? Para isso, precisamos de médiuns, é positivo, mas não é necessário que o médium esteja presente, ou seja, consciente, pois que podemos atuar com os elementos que ele nos fornece, a seu mal grado e ausente, sobretudo para produzir os fatos de tangibilidade e o de transportes. O nosso envoltório fluídico, mais imponderável e mais sutil do que o mais sutil e o mais imponderável dos vossos gases, com uma propriedade de expansão e de penetrabilidade inapreciável para os vossos sentidos grosseiros e quase inexplicável para vós, unindo-se, casando-se, combinando-se com o envoltório fluídico, porém animalizado, do médium, nos permite imprimir movimento a móveis quaisquer e até quebrá-los em aposentos desabitados.

"É certo que os Espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis aos animais e, muitas vezes, o terror súbito que eles denotam, sem que lhe percebais a causa, é determinado pela visão de um ou de muitos Espíritos, mal-intencionados com relação aos indivíduos presentes ou com relação aos donos dos animais. Ainda com mais frequência vedes cavalos que se negam a avançar ou a recuar, ou que empinam diante de um obstáculo imaginário. Pois bem! tende como certo que o obstáculo imaginário é quase sempre um Espírito ou um grupo de Espíritos que se comprazem em impedi-los de mover-se. Lembrai-vos da mula de Balaão que, vendo um anjo diante de si e temendo-lhe a espada flamejante, se obstinava em não dar um passo. É que, antes de se manifestar visivelmente a Balaão, o anjo quisera tornar-se visível somente para o animal. Mas, repito, não mediunizamos diretamente nem os animais, nem a matéria inerte. É-nos sempre necessário o concurso consciente ou inconsciente de um médium humano, porque precisamos da união de fluidos similares, o que não achamos nem nos animais nem na matéria bruta.

"O Sr. T..., diz-se, magnetizou o seu cão. A que resultado chegou? Matou-o, porquanto o infeliz animal morreu, depois de haver caído numa espécie de atonia, de langor, consequentes à sua magnetização. Com efeito, saturando-o de um fluido haurido numa essência superior à essência especial da sua natureza de cão, ele o esmagou, agindo sobre o animal à semelhança do raio, ainda que mais lentamente. Assim, pois, como não há assimilação possível entre o nosso perispírito e o envoltório fluídico dos animais propriamente ditos, aniquilá-los-íamos instantaneamente, se os mediunizássemos.

"Isto posto, reconheço perfeitamente que há nos animais aptidões diversas; que certos sentimentos, certas paixões, idênticas às paixões e aos sentimentos humanos, se desenvolvem neles; que são sensíveis e reconhecidos, vingativos e odientos, conforme se procede bem ou mal com eles. É que Deus, que nada fez incompleto, deu aos animais, companheiros ou servidores do homem, qualidades de sociabilidade, que faltam inteiramente aos animais selvagens, habitantes das solidões. Mas daí a poderem servir de intermediários para a transmissão do pensamento dos Espíritos há um abismo: a diferença das naturezas.

"Sabeis que tomamos ao cérebro do médium os elementos necessários a dar ao nosso pensamento uma forma que vos seja sensível e apreensível; é com o auxílio dos materiais que possui, que o médium traduz o nosso pensamento em linguagem vulgar. Ora bem! que elementos encontraríamos no cérebro de um animal? Tem ele ali palavras, números, letras, sinais quaisquer, semelhantes aos que existem no homem, mesmo o menos inteligente? Entretanto, direis, os animais compreendem o pensamento do homem, adivinham-no até. Sim, os animais educados compreendem certos pensamentos, mas já os vistes alguma vez reproduzi-los? Não. Deveis então concluir que os animais não nos podem servir de intérpretes.

"Resumindo: os fatos mediúnicos não podem dar-se sem o concurso consciente ou inconsciente dos médiuns; e somente entre os encarnados, Espíritos como nós, podemos encontrar os que nos sirvam de médiuns. Quanto a educar cães, pássaros, ou outros animais, para fazerem tais ou tais exercícios, é trabalho vosso, e não nosso."

Erasto

Importante observarmos que os espíritos estabelecem como seria natural uma diferença muito acentuada entre o animal selvagem e os animais de inteligência mais desenvolvida como cães, gatos, cavalos, etc. Deus deu-lhes inteligência ainda mais acentuada de forma que pudessem prestar serviços ao homem e ao homem cabendo educa-los, cuidar deles, servisse deles sem abuso, prestando-lhes toda a assistência de forma a tornar-lhes a existência menos árdua, mas daí a dizer que podemos estabelecer entre eles e nós um intercambio mediúnico seria um contra senso pois as naturezas se diferem e não seria possível que tal fato se desse, uns afirmam receber mediunicamente mensagens de seus bichos de estimação, prestemos atenção em que afirma o Espírito, evoque uma pedra e ela falará, querendo com isso dizer claro que não é a pedra que fala mas um espírito inferior querendo brincar com as pessoas muito crédulas e infantis, segundo que não há espíritos de animais perambulando pelo mundo espiritual como muitos imaginam, podem haver mas obedecendo a determinados fins com supervisão espiritual, conforme já vimos acima, outro fator seria a incompatibilidade fluídica, quem diz receber mensagens mesmo de espíritos afirmando como estão seus bichos de estimação estão sendo vitimas de espíritos brincalhões e insensíveis que gostam de se divertir com a sensibilidade e sentimentos alheios e distorcer os ensinamentos espíritas, e infelizmente acham pessoas boas mas ingênuas que se prestam a dar-lhes campo. (Observações nossas).

O senhor T magnetizou seu cão e o matou, e como fica a aplicação de passes em animais? Importante que aqui façamos uma distinção entre magnetização e passe espírita, energias oriundas da pessoa, e aquela da pessoa e dos espíritos respectivamente, percebemos que Erasto coloca uma observação entre mediunizar uma mesa e move-la, onde afirma, move-la sim mediuniza-la não, movendo a mesa os espíritos a envolvem em substância deles e do médium presente ou não, os chamados médiuns de efeitos físicos, mediuniza-la não seria possível, pois não se pode mediunizar a matéria inerte e muito menos animais que são de natureza fluídicas muito diferentes dos homens, magnetizando, ou melhor, tentando mediuniza-lo poderíamos leva-los a morte por naturezas tão diferentes e ele não conseguindo assimilar estas energias, estas poderiam mata-lo como se deu no caso do Sr. T, já no passe espírita ou passe espiritual poderia ser possível ajuda-los. Não há nenhum estudo sério do efeito do passe em animais, embora muitos afirmem melhoras outros tantos dizem não perceber nenhuma melhora, ficando quase sempre no campo subjetivo, vejamos abaixo a pergunta 66 de O Livro dos Espíritos e outros apontamentos. (Observações nossas).

Pergunta. 66. Livro dos Espíritos.

O princípio vital é um só para todos os seres orgânicos? "Sim, modificado segundo as espécies. É ele que lhes dá movimento e atividade e os distingue da matéria inerte, porquanto o movimento da matéria não é a vida. Esse movimento ela o recebe, não o dá."

O principio vital que anima os seres vivos são retirados da mesma fonte, então o que dá vida às plantas, animais e homem é o mesmo principio vital. Os espíritos afirmam que são modificados segundo as espécies, assim, o principio que anima uma planta é diferente do que anima um animal que é diferente daquele que anima o homem, embora a absorção destes princípios não afetam uns aos outros. Afirmamos isto apoiados pelos próprios espíritos pois, que retiram estes princípios da natureza para servirem de coadjuvante na cura de homens e animais. Os livros da serie André Luiz por Chico Xavier trazem vasta informação a respeito de quando os Espíritos tiram elementos da natureza. Já no passe espírita ou aquele onde o passista aplica com amparo dos bons espíritos, estes é que trabalham as energias envolvidas e não os médiuns, através do pensamento, André Luiz mesmo, no Livro Conduta Espírita, adverte sobre esta ajuda aos animais no capítulo Perante os Animais.

Para compreendermos um pouco mais utilizemos o nosso dia a dia, se ligarmos um aparelho de 110 v numa corrente de 220 v ele vai queimar, mas se usarmos um dispositivo para adequar esta corrente poderemos usar sem danos, se de alguma forma aplicarmos nossas próprias energias num ser de diferença energética poderemos leva-lo a morte se não houver a compensação espiritual.

Devemos também entender que tanto pessoas quantos animais recebendo o passe espiritual em processo de doença terminal ajuda no desprendimento dos laços físicos, assim, não foi o passe que o fez morrer, apenas facilitou o desprendimento dos laços físicos.

Assim, nossos irmãos animais caminharão rumo ao progresso e devemos entender que um cão não irá chegar à condição de homem, mas o princípio que o anima que ainda não é espírito propriamente, mas, principio espiritual, irá ter o amparo de espíritos mais lúcidos que atuarão em seu processo evolutivo para que entre na fase de homem em outros caminhos de evolução, afirmação esta esclarecida por Erasto, que o animal é imperfectível e não pode educar aos de sua espécie, e assim como o rouxinol construiu seu ninho há milênios o faz da mesma forma até nossos dias, citação para exemplo de comparação, o cão terá certa dose de progresso, mas continuará a ser cão, dizemos no sentido material, já que o princípio que o anima este progride, até o estado de puro espírito, mas cuidado, não estamos afirmando que já fomos cães, nos servimos de figuras de comparação apenas. (Observações nossas).

Mais diferenças de ondas mentais. (...) os seres angelicais emitem o seu pensamento em raios super ultracurtos, a mente humana, em ondas curtas, médias e longas e os animais em ondas fragmentárias, cuja vida psíquica, ainda em germe, somente arroja de si determinados pensamentos ou raios descontínuos. (André Luiz - Mecanismos da Mediunidade - Cap. IV).

Este apontamento nos mostra as diferenças entre nós e os espíritos superiores, nós e nossos irmãos animais, em relação às emissões das ondas de pensamento. (Observações nossas).

Conclusão: A dor nos animais é um agente de excitação psíquica, auxiliando o despertar das faculdades do "princípio inteligente". Pela dor o princípio inteligente que estagia no animal vai desenvolvendo o instinto e estruturando as condições psíquicas necessárias para adentrar, logo adiante, no reino humano, neste ou em outros mundos, mas em estágios muito iniciais da razão, assim como sucedeu a nós quando atravessamos o período de homens da idade da pedra, sendo no homem a dor está aliada ao livre arbítrio e uso do discernimento atendendo a outros imperativos de evolução.

Somente em casos que atendam às necessidades dos espíritos, corpos espirituais de animais são mantidos no mundo espiritual por tempo indefinido, não significando que os encontraremos por lá quando retornarmos. Os animais não podem se comunicar mediunicamente com seres humanos, assim como, não há colônias espirituais de animais, os quais não são médiuns na acepção do termo.

Podemos assisti-los com passes, mediuniza-los não. Portanto, nada fica sem assistência no reino de Deus, e Ele a nenhum ser deixa sem a oportunidade do progresso. Faltam-nos ainda maiores informações referentes aos nossos irmãos os animais, e se os Espíritos não adiantaram maiores referencias é devido ao nosso pouco desenvolvimento intelecto moral e no momento certo o farão.

Até lá, nos cumpre o papel de cuidar deles, educa-los, assim como protegemos e cuidamos dos nossos filhos, nem privilegiando uns em detrimento de outros e muito menos indiferentes a uns e outros. (Observações nossas).

Izaias Lobo Lannes

Referências para aprofundamento no assunto:

Xavier, C. (2017). Mecanismos da mediunidade. FEB Editora.

Franco, D. P. (1999). Atualidade do pensamento espíritaPelo Espírito Vianna de Carvalho. Salvador: LEAL.

Franco, D. P., & de Miranda, M. P. (1970). Nos bastidores da obsessão. Federação Espírita Brasileira.

Kardec, A. (2013). A gênese. Brasília: FEB

Revista Presença Espírita, nº. 230, Salvador: Leal.

Xavier, F. C. (1981). Aulas da VidaPelo Espírito Emmanuel. São Paulo: Ideal.

Xavier, F. C., & Vieira, W. (1979). Evolução em dois mundosPelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB.




Foto: Celine Sayuri Tagami - unsplash.com

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